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ACADEMIA FADDA - TÍTULO DE UTILIDADE PÚBLICA - LEI 892 de 1957 / AEF: 030 - CBJJ: 4858

...Ainda se especula sobre as origens do jiu-jitsu no mundo. Recentes achados históricos no Egito datado de 3.300 A.C demonstram que a arte de lutar sem armas já era praticada bem antes da era samurais e Monges. Entretanto, é correto afirmar que o jiu-jitsu foi organizado como arte marcial e filosofia no Japão. Praticado no Brasil desde 1908 por oficiais da Marinha e convidados, a suave arte encontrou no subúrbio de Bento Ribeiro através de um ex fuzileiro naval e seus amigos...

Conheça agora a história daqueles que foram os precursores do jiu-jitsu inclusivo e adaptado. A primeira família de Jiu-Jitsu a desafiar os Gracies e sua hegemonia no jiu-jitsu...Conheça a historia dos Faddas!                                      

Marco Ferreira (UFRJ)

O Grande Mestre Oswaldo FADDA

     Oswaldo Baptista Fadda, carioca, nascido em 01/08/1920, no subúrbio do Rio de Janeiro no bairro de Bento Ribeiro, descendente de italianos, filho de João Baptista Fadda e Adelina Josephina Batista Fadda. Era um homem generoso e conhecido por ser modesto, de família e bem humilde, mas uma pessoa muito dinâmica. Sendo o primeiro a iniciar o Jiu-Jitsu sem ser um Gracie na região, Fadda foi pioneiro da arte no Rio e adjacências do subúrbio da Zona Norte e Oeste. Ministrava aulas gratuitamente para alunos mais carentes e sem a oportunidade de praticar o Jiu-Jitsu, que até então era muito caro, inaccessível e  monopólio da seleta família Gracie nessa época (Anos 40). Teve como um dos seus primeiros alunos, seu irmão Humberto Fadda e Alexandre de Souza Neves – Chandú. Este, o mais nobre aluno de Fadda, foi o 1º e único faixa vermelha Grande Mestre formado por Oswaldo Fadda ainda vivo. * 

  Podemos dizer que os primeiros passos de Fadda no mundo das lutas foi na "Nobre Arte", ou seja, no boxe, através do campeão Baltazar Cardoso. Isso porque as opções de luta eram tão somente a Capoeiragem ou o Boxe. Fadda em 1937, por volta de seus 17 anos, ao ingressar no Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil, na Fortaleza de São José, Ilha das Cobras - RJ, iniciou seus treinamentos militares de Defesa Pessoal baseadas no Jiu-Jitsu, implantados por professores japoneses, entre eles, Conde Koma - Mitsuyo Maeda, Sada Miako entre outros. Fadda conheceu o Mestre Luiz de França, este, aluno direto de Mitsuyo Maeda que desenvolvia a prática do Jiu-Jitsu junto aos militares de elite da Marinha. Tendo em vista esta arte ser muito eficaz no aprimoramento das técnicas militares de combate, e sem necessitar o uso de kimonos para prática, pois a farda (Caqui e Gandola) se assemelhavam ao kimono, o Jiu-Jitsu na Marinha tomou o seu formato de Defesa Pessoal Militar. No decorrer das inúmeras aulas de Defesa Pessoal, França encontrou em Fadda a oportunidade de ensinar o Jiu-Jitsu Tradicionalmente ensinado por Maeda.  Por se tratar de uma aluno muito disciplinado e dedicado, destacou-se dentre os outros FuzNav e acabou tornando-se o único a entender o sentido real e aplicabilidade do Jiu-Jitsu para sua vida. O carioca Oswaldo Fadda destacava-se dentre outros professores devido ao seu trabalho com os mais necessitados e os deficientes. Fadda acreditava que o Jiu-Jitsu, alem de igualar as pessoas, poderia ajudar na cura e recuperação de muitos males da saúde física e emocional. Alem de Mestre de Jiu-Jitsu, Fadda também era Mestre Maçom e fazia questão de apresentar tal título através de sua assinatura que destacava ao final os três pontos das escolas maçônicas. Fadda faleceu em Bento Ribeiro no dia 1 de Abril de 2005 com 84 anos. Até hoje em Bento Ribeiro no mesmo endereço sua Academia, com mais de 60 anos continua de Pé e a Ordem no mesmo local desde sua fundação, na Rua João Vicente, 1.191 - Bento Ribeiro. Comandando o legado, ficou Helio Fadda - Grande Mestre 9º Grau da Academia e junto aos discípulos e professores mais antigos William Caitano e Alexandre Paiva, gerenciam a administração da equipe junto aos outros Mestres e professores coligados.


(Fontes Bibliográficas: Endurance - A vida e Morte do Jiu-Jitsu)

“Desejamos desafiar os Gracie, respeitamo-los como incomparáveis adversários, porém não os tememos. Disponho de 20 alunos para os encontros.”

    Mitsuyo Maeda, nascido em 18 de novembro de 1879, um pouco antes da primeira guerra mundial, chegava ao Brasil chefiando uma delegação dos imigrantes japoneses Satake, Laku, Okura e Shimitsú, o grande mestre, campeão mundial, ESEI (Kosei*/Sensei*) MAEDA, é visto como pioneiro e introdutor do Jiu-Jitsu popular em nosso país, depois de percorrer todo o mundo, mostrando o Ju-Jutsu aprendido com Tomita e Yokoyama, lecionou o Judô de Kano / Kano Ju-jutsu, mas não se contentou somente com essa ramificação do Ju-Jutsu. Fez desafios e obtendo vitórias incontestáveis contra todas as modalidades de luta. Por falta de divulgação deste esporte entre nós, seu trabalho não chegou a despertar grande interesse. Somente no estado do Pará. Lecionando o verdadeiro jiu-jitsu a um pequeno grupo de brasileiros, teve como seus discípulos destacando-se na época entre o jovem CARLOS GRACIE. Mitsuyo Maeda, ou Conde Koma, como era conhecido, chegou ao Brasil nos anos compreendidos entre 1914 e 1917 por duas vezes em atenção a região Sudeste/Sul e por fim na região Norte, onde conheceu a família Gracie, destacada nos relatos e anais do Jiu-Jitsu Brasileiro e sua construção. Entretanto, fez uma grande contribuição na formação técnica da mais conceituada instituição  militar brasileira. Junto a outros grandes representantes japoneses, contribuiu para a DEFESA PESSOAL no Corpo de Fuzileiros Navais, baseada totalmente no Ju-Jutsu trazido do Japão por Sada Miyako. Destaque se deu na formação profissional da Segurança Pública Nacional Brasileira. Nos anos 60, eram convidados para participarem de disputas de combate, todas a lutas conhecidas (Capoeira, Boxe e Briga de Rua), mas sempre surgiam nessas disputas, os Fuzileiros Navais... sem marca... sem arte marcial...  No início da esportização do Jiu-Jitsu, lançado pela primeira vez no mundo o jiu-jitsu sem kimono e valendo golpes traumáticos. Estas lutas ganharam o nome de LUTA LIVRE DE JIU-JITSU (Vale Tudo  dos Arquivos do Capitão Furacão TV Globo e Herois do Ringue - TV Continental e TV Tupi). Não se tem um registro oficial da passagem de Maeda no CFN, entretanto, entre as fileiras da tropa se destaca sua valorosa contribuição. Maeda faleceu em 28 de novembro de 1941 no Brasil com o nome de Octávio Maeda e seu jazigo ainda se encontra na cidade de Belem no Estado do Pará. Recebe até hoje visitas de diversas de admiradores nacionalidades.

(Fontes Bibliográficas: Endurance - A vida e Morte do Jiu-Jitsu)

      Luiz de França Filho: Nascido no estado de Alagoas em 02/06/1910, ingressando na Marinha do Brasil como militar Fuzileiro Naval, foi o precursor da história de Fadda, O Cabo França, aprendera com Maeda e outros seguimentos não registrados formalmente, os mais nobres segredos da arte marcial japonesa Ju-Jutsu. Seguindo a Sada Miako, Maeda foi mais um dos convidados, informalmente, para ensinar um grupo de militares da Marinha do Brasil técnicas de auto defesa, já que era profundo conhecedor de uma arte marcial completa em todos os sentidos e extremamente proficiência no combate militar. Ensinava todos no atual Distrito Naval, outrora também conhecido por Fortaleza de São José, Ilha das Cobras - RJ. Posteriormente nos Grupamentos Anfíbios, Navais e formação de Recrutas os princípios da Defesa Pessoal e técnicas de combate corpo a corpo, mas de forma restrita como Defesa Pessoal e não Ju-Jutsu. O cabo Luiz França, mais destacado entre todos os FUZILEIROS NAVAIS da Marinha conhecedor do verdadeiro Ju-Jutsu tradicional japonês, com os mais nobres conhecimentos técnicos, litúrgicos e filosóficos da herança desta arte. Representava muito bem os conhecimentos da Defesa Pessoal ensinada pelos instrutores Japonêses. Sem nenhuma influência do Judô de Kano, e valorizando sobre tudo as raízes do Clã de Ju-Jutsu secular da linhagem oriental. Maeda aplicou seus segmentos do Kobudô deixado pelos Samurais antepassados. Acreditava Maeda, que pela natureza militar do Cabo França em uma tropa de Elite exemplar, e a rígida disciplina em que era submetido no CFN, refletiria seus ensinamentos tradicionais da raiz oriental. França seguiu as orientações de Maeda. " Que ensinasse o verdadeiro Ju-Jutsu a quem pudesse transmiti-lo de forma a conquistar bons adeptos e verdadeiros Guerreiros de coração. Nos Fuzileiros Navais, Maeda encontrara França, e  o local ideal para deixar todos os seus mais nobres conhecimentos. Seguiu a linha da Filosofia oriental repleta de liturgias, pronuncias originais da língua, conceitos básicos da hierarquia e disciplina, técnicas de Arremesso e Projeções, Técnicas de Amortecimento de Quedas, Técnicas de Maneabilidades de solo, Técnicas de Imobilizações, Técnicas de Chaves de Articulações e Musculares, Técnicas de Estrangulamentos, Técnicas de Defesa Pessoal, Técnicas de Golpes Traumáticos, Técnicas de Reanimação e ainda um vasto arsenal de informações e golpes que são guardados a sete chaves pelos Mestres da Academia Fadda de Bento Ribeiro. Fato este configurado no banimento nas competições de técnicas desconhecidas ao público em geral (Chaves de pé, perna, estrangulamentos de músculos...). O professor França, em 1982 faleceu ocupando o posto de Suboficial, ultimo posto em que um praça pode alcançar. Sua história como precursor e representante do Jiu-Jitsu, bem como, do sistema de defesa pessoal adotado no Corpo de Fuzileiros Navais, foi perpetuada entre os militares e unidades, não sendo registradas como atividades que faziam parte da administração esportiva ou pedagógica da Marinha. Por isso, informações sob forma de relatos históricos são transferidas uns aos outros por antigos alunos que se tornaram instrutores. Um grande exemplo deste hall de multiplicadores, destaca-se o Sargento RAUL ARNÔ SPENGLER, vasto conhecedor do Jiu-Jitsu de Marinha deixado pelos antigos instrutores Miako, Maeda e França. Ainda existe uma unidade Fadda de desenvolvimento do Jiu-Jitsu de Marinha no atual Centro de Instrução Almirante Milcíades Portela Alves - CIAMPA em Campo Grande - Rio de Janeiro. Esta unidade forma recrutas em soldados Fuzileiros Navais ainda preservando as raízes da Defesa Pessoal destacada no Jiu-Jitsu Militar dos anos 30 ensinado por Luiz de França Filho. Podemos afirmar que a Marinha do Brasil, através do Corpo de Fuzileiros Navais, com os ensinamentos dos Mestres Japoneses, é o berço do JIU-JITSU no Brasil, e Luiz de França Filho junto a Marinha, a célula Mather do JIU-JITSU BRASILEIRO FADDA.

(Fontes Bibliográficas: Endurance - A vida e Morte do Jiu-Jitsu)

      Em 1937, o SD. FN. SFL - 38.4745.65 - Fadda, aprendera na Marinha todos os conceitos ensinados pelo Instrutor de Defesa Pessoal CB-França, com muito empenho e disciplina destacou-se e assessorou o Instrutor, motivo este que estimulou França a ensinar as verdadeiras origens da Defesa Pessoal da Marinha. França dizia que Fadda seria um aluno de grande promessa para o desenvolvimento do Ju-Jutsu no Brasil, principalmente por verificar seu trato com os alunos, dedicação no desenvolvimento das técnicas e facilidade no processo ensino aprendizado. Como uma máquina de conhecimento, Fadda agrupara todo esse conhecimento, e estava pronto a dimensiona-lo pelo mundo. Em 1942, Luiz França resolve promover Fadda ao título de professor faixa – preta, como primeiro e único aluno dentro da metodologia filosófica japonesa de Maeda. Despediu-se do serviço militar no ano de 1942 na Função de Soldado Fuzileiro Naval do Quadro Suplementar de Fileiras (SFL), permanecendo até 08/08/1944. Instalou seus objetivos de difundir os conhecimentos na região mais humilde da cidade acabou sendo reconhecido como precursor do Jiu-Jitsu na região mais humilde da cidade representando o Mestre Luiz de França. Sabendo do destaque de Fadda no mundo fora do quartel, o Professor França, agora bem orgulhoso de seu aluno, verificou que tudo que ensinara a Fadda destacava-lhe como um exemplo de cidadão e professor para muitos. Fadda começou a ensinar Jiu-Jitsu no subúrbio, em Bento Ribeiro, na cidade do Rio de Janeiro. Seus primeiros alunos foram Alexandre de Souza Neves (CHANDÚ), seu amigo, e Humberto Fadda (pai de Hélio Fadda), seu irmão. Suas aulas eram de portas abertas a todos os jovens, crianças e adolescentes que se interessassem, o pagamento era a rígida disciplina a ser obedecida, respeito aos pais e continuidade nos estudos. A Academia Fadda foi se tornando um grande referencial na região, não pela arte marcial Jiu-Jitsu, mas por servir de modelo e suporte educacional, sócio-humanitário tão carente na época, pois Fadda sabia que o Jiu-Jitsu ajudaria as pessoas mais humildes. Como o Jiu-Jitsu ainda não era muito conhecido como arte marcial e prática desportiva, Oswaldo Fadda, junto aos seus alunos e professores, viajava, e fazia várias demonstrações de lutas e acrobacias, não escolhia lugares, onde pudesse colocar seus tatames, ele estaria lá, e até mesmo muitas vezes sem tatames, no próprio chão duro. A trupe de Oswaldo Fadda cativava novos adeptos e surpreendia a todos, de todas as idades e culturas. Fadda se apresentava em todos os lugares, cidades do interior, favelaspraças públicas, praias, morros, circos, pátios de igrejas e clubes, visando à ampla expansão de sua prática possível a todos. Um verdadeiro show de habilidades disponíveis a qualquer um que estive disposto. Saltos sobre obstáculos mortais, desafios públicos, lutas contra adversários muito mais fortes e maiores, educação e cultura oriental apresentada através dos kimonos e cumprimentos, respeito, educação e dureza no combate. Um paradoxo que fazia do Jiu-Jitsu Fadda um referencial para os pais educarem seus filhos. Fadda era tão dedicado que fazia com tecidos de sacos de lona e algodão os kimonos de seus alunos mais necessitados. Sempre amigo e generoso ensinava inclusive a deficientes físicos, por muitas vezes criticado. Mas Torpedo e Aranha venciam. Fadda foi pioneiro na adaptação e inserção de deficientes físicos no contexto da arte marcial. Também dedicou todo seu entusiasmo no incentivo  aos seus alunos tornarem-se militares de destaque, tais como Paraquedistas ou Fuzileiros Navais. No histórico da Academia Fadda, pode-se ressaltar que mais de 80% de seus discípulos seguiram esta trajetória profissional. Até hoje, o perfil dos alunos e condutas na academia refletem esta memória militar.

(Fontes Bibliográficas: Endurance - A vida e Morte do Jiu-Jitsu)

    Por volta de 1947, Oswaldo Fadda, através da iniciativa e apoio de seu aluno e amigo Chandù, abriu sua Academia na Rua João Vicente , nº 1.155 e posteriormente, 1.191 - Bento Ribeiro e outros endereços que também foram a base da Fadda nos muitos intemperes ocorridos, porém a data exata da fundação da Academia Fadda de Bento Ribeiro é 27 de Janeiro de 1950, onde a academia apresentou o Jiu-Jitsu a esta região,e encontra-se  até hoje. O Jiu-Jitsu, já era amplamente desenvolvido pelos irmãos Carlos e Hélio Gracie na região Central e nobre da cidade. Ambos estilos do mesmo Jiu-Jitsu cresceram juntos, mas cada um com uma performance diferente, mais ainda assim basicamente iguais. A família Gracie muito conhecida e referenciada como representante do Jiu-Jitsu, desconhecia a existência de uma outra fonte do mesmo Jiu-jitsu que não  fosse as ensinadas através da família Gracie. Foi quando em uma atitude ousada, em 1954/55, o Grande Mestre Fadda, de forma respeitosa porém contundente, desafiou os praticantes Gracies a enfrenta-los em um combate de Jiu-Jitsu "Cara a Cara" entre seus alunos (Jornal em Destaque). Hélio Gracie viu a oportunidade de fazer com que seus alunos praticassem e competissem o Jiu-Jitsu, que não com seus próprios alunos lutando entre sí, algo que causaria certa estranheza. Hélio Gracie sempre gostou de desafios e desconhecia seus oponentes, aceitou, porém meio incrédulo em um Jiu-Jitsu que pudesse ao menos se aproximar do que era desenvolvido pela família. Já Fadda recebera com muita alegria e entusiasmo a oportunidade de trazer a tona uma outra visão do Jiu-Jitsu que não a Gracie. Eis  sobre seus ombros, a responsabilidade de realmente por em prática o Jiu-Jitsu Fadda com adversários a altura e igualdade da Arte Marcial. 20 alunos Fadda contra 20 alunos Gracie combateram esportivamente pela primeira vez na história do Jiu-jitsu Brasileiro sob as asas e bençãos de OSWALDO BAPTISTA FADDA e HÉLIO GRACIE a primeira disputa que marcava o nascimento do BRAZILIAN JIU-JITSU / JIU-JITSU BRASILEIRO. Pois neste dia, os principais representantes desta  arte marcial oriental desenvolvida no Brasil ratificaram que os ensinamentos do Conde Koma - Mitsyuo Maeda foram absorvidos e tecnicamente aprimorados pelos 40 atletas naquele dia. Hélio Gracie surpreendeu-se com o desempenho técnico de seus adversários e cumprimentou-os pela demonstração de tão inesperada proficiência técnica, com chaves de pé, perna, mão de vaca e quedas no alto.   

   O resultado final favoreceu os outrora desconhecidos FADDAs. A partir deste histórico confronto esportivo de Jiu-Jitsu, os desafios entre alunos  Gracies e Faddas eram comuns, em que, Helio e Oswaldo estudavam novos movimentos e aprimoravam  o recém nascido JIU-JITSU BRASILEIRO. Academias Faddas passaram a existir mais frequentemente na cidade, expandindo-se para Zona  Oeste, aumentando o circulo da Zona Norte para Baixada Fluminense e interior do estado. Nesta época não haviam órgãos reguladores de Jiu-jitsu, e todos os atletas inscreviam-se na Federação de Pugilismo como forma de estarem ao menos registrados em alguma entidade afim. Oswaldo Fadda, reconhecidamente conhecedor do Jiu-Jitsu sempre esteve presente nos atos mais celebres da construção da arte, junto a muitos de seus alunos e representantes da família  Gracie foram pilares fundamentais para fundação da FEDERAÇÃO DE JIU-JITSU DA GUANABARA, fundou a Associação Guanabarina de Jiu-jitsu e também Associação Suburbana de Jiu-Jitsu. Junto a família Gracie foi fundamental para fundação da FJJRio - Federação de Jiu-Jitsu do Estado do Rio de Janeiro, órgão mais antigo reconhecido e historicamente referenciado na cultura do Jiu-Jitsu Brasileiro. Seguindo essa iniciativa, a Liga Niteroiense de Jiu-Jitsu - LINJJI, atual LERJJ dirigida pelo fenomenal casal Sylvio e Marlene. Elaboraram os primeiros Campeonatos Suburbanos, dentre outras fortaleceram as colunas do Jiu-Jitsu, dando seguimento as entidades Confederativas, Federativas em outros estados e enfim Internacionais. Em busca constante e progressiva do melhoramento do Jiu-Jitsu, a amizade e respeito entre a família Gracie e Fadda crescia. O ápice foi quando Humberto Fadda, irmão de Oswaldo Fadda,  dedicou através de um telegrama enviado o professor Hélio Gracie, a maior prova de respeito e admiração: TELEGRAMA - Em honra a um grande campeão meu filho se chamará HÉLIO". O professor  Hélio Gracie muito agradeceu a homenagem e ratificou a estima pela família. Graças ao desafio Fadda e Gracie é que pudemos registrar a criação do Jiu-Jitsu Brasileiro em 1954, entretanto, nunca houve uma luta entre FADDA e Hélio, ambos tinham plena noção que tal feito poderia comprometer as bases da implantação da modalidade, por este motivo procuravam desenvolver seus alunos  e os colocarem a prova em competições, desta forma surgiam técnicas novas e o jiu-jitsu brasileiro se desenvolvia a passos largos. O gesto de respeito e amizade destes dois seguimentos se refletem até hoje, em que na Academia Fadda tem uma foto de Helio Gracie e na Federação de Jiu-Jitsu uma foto de Oswaldo Fadda. Muitos são os descendentes Fadda no Brasil e no mundo, mas academia FADDA somente há uma, em Bento Ribeiro / RJ, é sediado o templo do Jiu-Jitsu Brasileiro FADDA servindo como base de estudos e reuniões de todos os praticantes da linhagem. Registra-se atualmente um único descendente Fadda no grau de Grande Mestre, este dirige atualmente a Academia Fadda e é um dos poucos Mestres diplomados e reconhecido em todas as Federações e Confederações como Faixa Vermelha 9º Grau - Grande Mestre de Jiu-Jitsu HÉLIO BATISTA FADDA. Baseados em calculos, talvez Hélio Fadda seja o último herdeiro diretamente Fadda a alcançar o grau de GRANDE MESTRE na história da família FADDA.

(Fontes Bibliográficas: Endurance - A vida e Morte do Jiu-Jitsu)

... Quero deixar claro que estas minhas palavras não tem o propósito de diminuir em nada aqueles senhores, em absolutamente! Refiro-me apenas ao mito que existia, o qual os Gracies ou seus alunos eram invencíveis...

Sobre os  futuros professores e mestres do Jiu-Jitsu:
... Para o exercício deste magistério, isto é, ser um bom professor de Jiu-Jitsu, devo esclarecer que não é necessário ter Curso Superior ou equivalente, nem ser um analista, psicanalista. O importante é ser HONESTO em seus propósitos e ter SENSO de RIDÍCULO!
Oswaldo Baptista Fadda

        1974 - CAMPEONATO SUBURBANO DE JIU-JITSU - Oswaldo Fadda realizou junto aos amigos e alunos discípulos: Chandú, Humberto Fadda, Monir Salomão, Orivaldo, Aderbal Batista, Jacê Paulino, Jonas, Wander, Itaboraí, Sebastião Ricardo, Hidelbrando, Walter Nogueira, Plínio Dutra, Eugênio Corrêa, Olindo de Souza, José Coutinho, Ovídio Dias, João Carlos, Arnaldo Portela, Edmar Araújo, o 1º Campeonado Suburbano de Jiu-Jitsu no Clube Florença em Vila Cosmos. Este evento ratificou a criação da ASSOCIAÇÃO GUANABARINA DE JIU-ITSU com todo suporte e apoio do Grande Mestre Hélio Gracie e Elcio Leal com a FEDERAÇÃO DE JIU-JITSU DA GUANABARA. Pessoalmente Helio Gracie e Oswaldo Fadda deram inicio a um dos mais renomados circuitos de campeonatos de lutas da época. Participaram de todas as edições deste evento, destacando-se como academias suburbanas da linhagem Fadda de JIu-Jitsu as equipes: Ac. FADDA, Ori, Batista, Monir, Jacê, Jonas, Plínio, Demétrio, GRESE, Wander, Melo, Ninja, Salesiano, Garra, Oscar, Oriente, AEPA, Stª. Luzia entre outras não registradas. Ressaltamos a matéria que consta algumas figuras emblemáticas do Jiu-Jitsu Fadda que nas idades de 09, 10, 11 e 12 anos de idade, destacavam-se nos combates;  Faixa Amarela 8 anos: Claudio Luna (Claudão), Alexandre Gonçalves (PH) / Faixa Amarela 9 anos: Julio Cesar (GFTeam) / Faixa Amarela 13 anos: Osmani Muniz / Faixa Laranja 13 anos: Rodolpho Valentino, Sergio Ferreira (atuais Mestres na Fadda) / Faixa Verde 13 anos: Laerte Barcellos, Carlos Alberto Beto / Faixa Laranja 14 anos: Valdek Cabral, Renato da Silva dentre outros que as manchetes não publicaram. Muitos destes atletas são reconhecidos na atualidade e fortaleceram as colunas do JIU-JITSU SUBURBANO.

Alexandre de Souza Neves - MESTRE CHANDÚ: 

         Nasceu em 13/10/1922, no bairro de Bento Ribeiro, Rio de Janeiro, onde morou durante toda sua vida. Iniciou sua carreira no Jiu-Jitsu em 1947 após destacar-se nas fileiras da FEB como combatente da 2ª Guerra Mundial na Itália. Foi um dos primeiros alunos e professor, junto a Humberto, descendente de Oswaldo Fadda. A bem da verdade, a academia Fadda deve seu nascimento, graças à iniciativa de Chandú, que ofereceu um espaço em sua casa para começar as primeiras aulas de  Oswaldo (Rua Papari 126), posteriormente Chandú convidou-o para juntos abrirem uma Academia. Foram várias as tentativas e endereços até que a visão e tentativas se solidificam na atual academia Fadda de Bento Ribeiro (Rua João Vicente, 1.191 - Bento Ribeiro). Chandú, sempre atuou como destacado professor e amigo de seus alunos, na realização do primeiro Campeonato Carioca de Jiu-Jitsu, organizado pela Fadda em 1952, sagrou-se campeão após um magnífico combate contra o japonês Matú Sanaga.     Chandú fora reconhecido por todos os membros da comunidade do Jiu-Jitsu como valoroso representante da arte, e em seu bairro era muito querido. Até hoje ressalta-se na região os feitos do Mestre Chandú prendendo ladrões, cuidando dos mais necessitados e preservando os conceitos de disciplina e respeito sobre seus alunos. Atualmente a Academia Fadda de Bento Ribeiro, destaca Chandú como tão importante quanto o próprio Mestre Fadda, sendo este referenciado em todas as academias representantes no Brasil e no exterior. Na verdade se não fosse o Chandú, talvez o Jiu-Jitsu Fadda não tivesse tomado essa proporção, nem tão pouco existisse Academia FADDA. Por isso destacamos CHANDÚ como igualmente importante como FADDA.

... A Deus, aos meus pais, ao meu esforço, aos alunos e amigos que tantas vitórias e alegrias me proporcionaram. Com especial carinho a repórter Carmem Hipólito Passos Duarte e ao Professor Ovídio Dias de Oliveira...

                                                                                                                          Alexandre de Souza Neves

Humberto Batista Fadda.:  Nasceu em 19/05/1915, na Rua Gita, no bairro de Bento Ribeiro, Rio de Janeiro. Iniciou sua carreira como militar do exercito brasileiro atuando na cavalaria, chegou, aos 42 anos entrou para reserva como Capitão, em que alguns anos antes, 1947, junto com seu amigo Chandú iniciara o Jiu-Jitsu. Foi um dos primeiros alunos e professor, junto ao Chandú, descendente de Oswaldo Fadda, a diferença é que Humberto era o irmão mais velho de Oswaldo e juntos através da iniciativa e apoio de Chandú inciaram a academia em um espaço cedido por Chandú em sua casa para começar (Rua Papari 126), posteriormente Chandú convidou-os para juntos abrirem uma Academia em Bento e Ribeiro e Humberto abrira primeira e única filial Fadda em 1960 no bairro de Cascadura, Av. Suburbana nº10.003, onde até 1982 permaneceu. Em 2007, 02 anos depois do falecimento de seu irmão e Mestre Oswaldo Fadda, nos deixa também o Mestre Humberto Fadda aos 92 anos. Durante toda sua história de vida, poucos são os relatos deste precursor do Jiu-Jitsu Fadda junto ao Mestre Chandú, mas sua história continua através da herança vida destacada na atual Academia Fadda de Bento Ribeiro.

... Em honra a um grande campeão, meu filho se chamará Hélio! ...

Humberto Fadda

Hélio Batista Fadda:  Nasceu em 31/07/1948 no Rio de Janeiro e cresceu dentro dos tatames de Bento Ribeiro, menino muito bagunceiro, amarrava as calças, meias e faixas do tio Oswaldo, Chandú e Jacê Paulino e se escondia para ver os resultados, junto a outras crianças pegava o carrinho de rolimã que Torpedo usava para se locomover e brincava de empurrar... Chandú por muitas vezes dava um corretivo, mas Helinho era impossível. Aos 14 anos, seu pai Humberto, tirou-o da turma de crianças e o passou para os adultos. Dizia ele: Você tá de traquinagem de mais! Vai agora treinar com adultos pra ver se toma responsabilidade. Realmente a atitude refletiu bem. Por volta dos seus 16 anos, influenciado pelo eterno paraquedista militar AMAURY GUARILHA, alistou-se e formou-se Paraquedista Militar. Nessa época já tinha sua própria turma de alunos adultos e levado pelo Tio Oswaldo a Rede Globo de Televisão, representava o Jiu-Jitsu em desafios no programa "Capitão Furacão" lutando com os mais diversos lutadores com um prêmio em dinheiro ao vencedor. Aos 19 anos, por determinação de seu tio Oswaldo Fadda, ingressou na faculdade de Educação Física UGF. Dizia Oswaldo que no futuro, tal formação acadêmica seria fundamental para o progresso do Jiu-Jitsu Fadda. Hoje Hélio Fadda é o Grande Mestre genealogicamente representante da Equipe Fadda BJJ , e lembra com carinho os momentos que junto ao pai Humberto na Academia Fadda Cascadura, seu tio Oswaldo em Bento Ribeiro e Chandú, levavam o nome a todos os lugares do Brasil. O nome FADDA é divulgado em todo o mundo através de seus seguidores, alunos e amigos. Helio Santos Fadda (Xuxo) e Bruno Batista Fadda, netos de Humberto e filhos do Mestre Hélio fazem parte da geração mais nova dessa família junto a Renan o neto mais novo desta família. Seguiu até maio de 2018, com muito orgulho do nome Fadda no mundo do Jiu-Jitsu. O irmão de Oswaldo e Humberto Fadda, amigo Historiador, escritor e artista plástico Guilherme Fadda. Este foi responsável por livros e símbolos Fadda. Nesta trilha também, o outro filho de Oswaldo Fadda, conhecido como Oswaldinho ou Vavá, muito estimado por todos, em especial pelo Mestre Hélio Fadda, que ressalta o profundo apreço ao primo Vavá.

       A Academia Fadda, ainda no mesmo endereço, é uma das mais conceituadas na história do Jiu-Jitsu por essas origens, entretanto, pouco conhecida e divulgada. Helio Fadda administra as unidades EFBJJ em todo território nacional, em especial, no Rio de Janeiro, em que a Base, ainda é a Academia Fadda original de Bento Ribeiro, ministrando seminários, palestras e aulas técnicas com registro na Confederações e Federações mais conceituadas e reconhecidas. Sempre incentivando a todos amigos e interessados em conhecer o FADDA JIU-JITSU com nossos seguimentos, Hélio Fadda é uma herança viva das técnicas originais do Jiu-Jitsu Fadda, e a mais nobre representação viva deste estilo de Jiu-Jitsu Brasileiro. Através da Academia Fadda, segue a admiração a todos os SEGUIDORES DO MESTRE FADDA que fazem parte desta fabulosa história das artes marciais brasileiras. Hélio Fadda é muito preocupado com a estabilidade e futuro do nome da família, por isso seus atletas e professores seguem uma rígida disciplina de registros e legalizações nas mais conceituadas instituições do BJJ, não permitindo que seus faixas pretas sejam simplesmente meros portadores de um cinturão, mas seguindo o exemplo do Mestre FADDA, que tenham em seu currículo repleto de qualificações técnicas e acadêmicas, ministrando e desenvolvendo os cursos de primeiros socorros, técnicas de ensino, capacitação pedagógica, regras, arbitragem e defesa pessoal e muitos outros. O Grande Mestre Hélio Fadda é responsável pelo desenvolvimento técnico e acadêmico do Jiu-Jitsu Universitário desenvolvido pela Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ junto ao Prof. Marco Ferreira, bem como, do Jiu-Jitsu Militar da Marinha praticado no PROFESP da Marinha no CIAMPA através do Prof. Alexandre Paiva.

... Jiu-Jitsu pra mim é tudo! Me deu saúde, alegria... Eu não me vejo de outra forma se não parte desta história ...

 

Hélio Fadda

Sobre os Primeiros FADDAs do legado:

... Dedico esse trabalho a TODOS que direta ou indiretamente trabalham, praticam, divulgam e defendem o JIU-JITSU em todo Brasil.

Oswaldo Baptista Fadda

* Destaque aos primeiros Professores Diretores da história FADDA: Chandú - Ovídio - Rosa - Hélio

DOIS ESTILOS BRASILEIROS:

FADDA

and

GRACIE

Sobre o futuro do Jiu-Jitsu:

... Nesse trabalho que foi feito e continuará a ser, quer seja de anônimos, dos FADDAs, ou GRACIEs, importante é que, em momento algum, deixaram ou deixarão de comungar e darem as mãos pelos mesmos ideais...

Oswaldo Baptista Fadda

... O Desafio! A nobreza de dois verdadeiros Grandes Mestres!

x

...Era preciso existir um Fadda para saber que o Jiu-Jitsu não é um privilégio só dos Gracies!
Hélio Gracie

Sobre o Espírito do Jiu-Jitsu:

* Aquele que pratica, não se aperfeiçoa para lutar. Mas luta para aperfeiçoar!

* Conhecer-se é dominar, é triunfar!

* O bom praticante possui inteligência para compreender aquilo que lhe ensinaram. Paciência para ensinar e Fé para acreditar naquilo que não compreende!

* Quem pensa em perder, já está vencido!

* Só se aproxima da perfeição, aquele que procura com constância e sabedoria a humildade.

* Quando verificardes com tristeza que não sabes nada, terás feito teu primeiro progresso no aprendizado.

* Nunca te orgulhes de ter vencido o adversário, pois este poderá derrota-lo amanhã. A única vitória que vale é a contra a tua própria ignorância.

* A fraqueza é suscetível, a ignorância é rancorosa, o saber é a força das compreensões. O sábio perdoa!

* O corpo é uma arma que depende da precisão de quem usa a inteligência.

* A vontade é o troféu da vitória!

* Vencer fácil, não! Difícil é triunfar sem glória.

* Aquele que decide parar até que as coisas melhorem, verificará que aquele que não parou estará inalcançavelmente distante.

Oswaldo Baptista Fadda

Sebastião Ricardo, Humerto Fadda, Oswaldo Fadda Hidelbrando Coca-Cola, Helio Fadda e  Demétrio Garcia

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